quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

The best of me

EUA, 2014. 118 min. Direcção de Michael Hoffman. Com Michelle Monaghan, James Marsden, Luke Bracey, Liana Liberato, Gerald McRaney, Caroline Goodall, John Tenney, Rob Mello.

Há vários autores de best-sellers que são regularmente adaptados para o cinema com bastante êxito. Mas até agora o mais bem sucedido tem sido Nicholas Sparks, que tem um belo catálogo romântico.

Fazer um filme de romance, hoje em dia, não é algo que necessite de muita criatividade. Pelo menos não aqueles que dêem os devidos retornos financeiros aos seus produtores. Basta pegar qualquer livro de um John Green ou de um Nicholas Sparks (como é o caso presente) por aí... que siga fielmente a fórmula boy meets girl, e adaptá-lo com o mínimo de zelo estético, colocando um ou dois artistas carismáticos e talentosos nos papéis principais. Bingo! O seu sucesso está garantido. Ah, e de preferência com pelo menos um dos dois… bem, deixo essa “surpresa” para o espectador que decida ir ver este “O Melhor de Mim”, o mais novo filme do género.

Partindo de uma estrutura narrativa eficiente e bem construída, a longa metragem une passado e presente, entrelaçando a trajectória dos dois protagonistas num bonito jogo de causa e efeito, com rimas visuais e temáticas que vão ganhando cada vez mais força com o desenrolar da história. Assim, pequenos gestos e atitudes de determinado personagem no presente adquirem toda uma outra conotação quando contrastados com momentos do passado. Neste sentido, vale destacar o belíssimo trabalho de montagem realizado por Matt Chesse, que conduz com mestria esse “ping-pong” temporal, sempre com passagens de cena interessantes, apoiando-se basicamente em fusões recheadas de significado e múltiplas camadas.

De resto, é uma obra que não traz nada de novo. O argumento de J. Mills Goodloe e Will Fetters segue o padrão esperado e não apresenta grandes reviravoltas no seu enredo. Mesmo a  banda sonora, que normalmente sobressai em filmes deste género, é fraca e monocórdica, beirando o dispensável. Dessa forma, em que pese uma estrutura narrativa interessante, os bons actores envolvidos, e a razoável eficiência ao estabelecer um envolvimento emocional com o espectador, “O Melhor de Mim” acaba por não conseguir superar o limite daquilo que foi concebido para ser. É simplesmente mais do mesmo. 






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