sábado, 3 de janeiro de 2015

Este ano de 2015...

Eu quero ter a sorte de ter um amor louco. 

Aquele tipo de amor desatinado sem limite, sem medida, sem preocupação com o saldo, nem nada mais. Quero um amor louco, doido varrido, desses que faz tocar a campainha no meio da madrugada, que faz juras de amor numa segunda-feira às seis da manhã. Que larga tudo, enfrenta o chefe chato e um trânsito insano só por algumas horas de paixão.

Quero uma anomalia sentimental, um amor amalucado, sem tempo para discussões, que me leve pela mão em incríveis aventuras, que não tenha barreiras e pessoas do contra. Com sabor a sal e cheiro a maresia, procuro um amor viril e corajoso, que seja audacioso e vivaz, desenfreado. Comigo. Junto a mim. Amor do tipo que arranca o fôlego e tira o prumo, que faz suar e tremer, que ferve o sangue e dá calafrios. Tudo ao mesmo tempo.
Nesses dias em que todos andam por aí a sorrir e desejar um feliz ano novo, eu quero mais é que me roguem um amor desvairado! Então, esperançosa, eu retribuiria de volta. É que de gente sã e comedida o mundo está cheio, e cheia, também, estou eu de tanto amor vazio.
Não quero sensatez, amor conciso, nem nada que caiba nas minhas mãos. Já não me contento com migalhas de afecto, súplicas de tempo e compromisso, nada disso. Mendigar carinho e atenção não preenche nenhum buraco, muito pelo contrário, só faz cavar mais fundo o poço do amor próprio. Quem vive com pouco, na expectativa do muito, sofre por sobreviver precariamente na miséria de sentimentos.
Nada mais sábio que o velho ditado: Antes só do que mal acompanhado. Porque se não for para ser inteiro, que não seja. Não dá para consentir com as questões do coração. Pequenice não sustenta alma densa, gente intensa, amor de portão. É por essas e outras que eu digo e repito, que bato no peito e firmo o pé: Eu quero a sorte de um amor louco!

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