segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Mr. Selfridge

Comecei a assistir a esta série este fim de semana. E existem alguns pontos que gostaria de partilhar acerca da mesma. 

1 - As Mulheres
Harry Gordon Selfridge (interpretado por Jeremy Piven) é um personagem intrigante, mas as mulheres da sua vida, Lady Mae Loxley (Katherine Kelly), Ellen Love (Zoë Tapper), Rose Selfridge (Frances O'Connor) e Agnes Towler (Aisling Loftus), entre outras, conseguem lhe roubar a atenção, através da elegância e glamour própria da época. 

2 - A loja
A maior parte da acção limita-se ao piso térreo da Selfridges. Mas, é aí que vemos as rivalidades entre inter-departamentos, flertes entre as entregas, visitas inesperadas de figuras da alta sociedade, há que dar algum crédito a Selfridge para embalar tanto drama num espaço tão pequeno.

3 - Harry
Eu menti. Harry é interessante. A meio da primeira temporada, eu animadamente pensei: "Harry é um Don Draper!". Torturado na infância por um pai caloteiro? Confere. Infidelidade compulsiva para preencher um buraco na sua psique? Confere. Tem um admirável sentido para os negócios? Confere. Grandes gestos e estimulantes conversas? Confere. Pegar numa jovem ambiciosa sob sua asa durante um tempo numa época em que as mulheres foram marginalizadas no mercado de trabalho? Confere. O Harry é interessante. 

4 - Agnes Towler
Durante a primeira temporada, Agnes é apenas uma garota de Londres com vagas ambições de ascensão no seu departamento. Mas vai crescendo, tornando-se  numa mulher auto-confiante com um toque para o design de montras. Melhor ainda, os seus envolvimentos românticos são meramente um acessório para o seu crescimento, ela sem medo, vai atrás do que quer (e, bem, quem ela quer) e recusa-se a permitir que os homens da sua vida a moldem as suas decisões.

5- The Edwardian Era 
Em  Mr. Selfridge várias personalidades famosas da era edwardiana aparecem em quase todos os episódios (ex: bailarina russa Anna Pavlova no episódio 4); o que transporta os telespectadores directamente para a época. 

6 - Classe (ou  a falta dela)
Praticamente cada personagem está ligado, ou alienado- pela sua situação externa, os seus esforços para escapar ou  reinventar o seu passado. Classe desempenha um papel para a reinvenção, não como uma forma de manter o status quo.

7 - Sexo
Os dramas de época são geralmente calmos, educados, e sim castos, e um monte de pessoas o visionam por isso. Mr. Selfridge despreocupadamente dissipa a noção de que o passado estava cheio de pessoas certinhas, e facilmente choca as pessoas. Especialmente as dos círculos mais cosmopolitas.

8 - A Moda 
Mr. Selfridge oferece-nos tudo o que queremos de um drama de época: o decote, os coletes, os chapéus, as sedas, as jóias ... apenas sumptuosidade. Top Fashionista: Lady Mae Loxley.

9 - Henri Leclair
Preciso mesmo de explicar? O sotaque francês. Aquele mistério no olhar. Aquelas mãos... 

10 - Família
Família é a razão pela qual o coração de Mr. Selfridge se move. A família loja. a família de Harry. Agnes e o irmão George, o Sr. Grove & senhorita Mardle, etc. Ao longo das temporadas, cada personagem experimenta a dura realidade do que significa ser família e da própria definição de família (que não é necessariamente ligado pelo sangue). No último episódio, percebe-se que Mr. Selfridge habilmente combina os marcadores típicos de um drama de época (moda, teatro, configurações sumptuosas) com temas mais profundos que ressoam com os espectadores de hoje. 

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