domingo, 16 de novembro de 2014

Diário dela

Sete da manhã. Domingo. Ela abre os olhos vagarosamente, enquanto espreguiça cada um dos seus músculos dormentes. Levanta-se, vai directamente à casa de banho onde toma um duche rápido enquanto pensa porque raio acordou tão cedo num domingo de manhã.
Pega numa chávena de café forte. Bebe. Liga o computador. Começa a escrever freneticamente como se o mundo inexplicavelmente terminasse ao final do dia.

Fecha os olhos por breves segundos. Segundos que lhe pareceram horas. E como souberam bem essas horas dedicadas apenas aos seus pensamentos. Durante esses segundos que lhe pareceram horas, ela navegou pelo meio do Pacífico, lutou contra tubarões, e chegou a uma ilha selvagem algures na Nova Zelândia. Silêncio. A ilha estava estranhamente silenciosa. Ela caminhou por entre as árvores durante horas como se lá já estivesse estado. Sentiu o o sabor do silêncio. E como lhe fazia bem o silêncio. Apenas mergulhar nos seus próprios pensamentos e sorrir. Estava numa ilha deserta sozinha e apenas tinha de fazer uma coisa. Sorrir. Acreditar que aquele momento era o melhor momento da sua vida. Finalmente estava feliz. Inexplicavelmente feliz. Talvez fosse só uma fase, mas que se dane era uma fase só dela e ninguém lhe poderia tirar isso. 

É preciso conhecer o silêncio para se ser verdadeiramente feliz. 





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