segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Uma reflexão a mim mesma

Quando as intenções são boas, é difícil perceber quando estamos a fazer coisas que são acidentalmente dolorosas para outras pessoas. Como um exercício pessoal e reflectivo, podemos considerar algumas ideias com honestidade e objectividade. Tirá-los e considerá-los para cada um e mais ninguém. 
O que acontece quando somos capazes de nos auto-examinar, sem ferir os nossos próprios sentimentos ou fazer julgamentos de nós mesmos (que é uma forma primitiva de descrever, eu sei) é ter a capacidade de melhorarmos e assim fazer com que nos tornemos em pessoas melhores através de uma maior consciência. Nenhum de nós quer magoar aqueles que amamos, por isso, quando podemos evitar pode ser de certeza uma sensação maravilhosa. 

Exercício um
Considerar se tendes ou não a analisar as pessoas ou diagnosticar os seus problemas muito além do que aquilo que eles pediram. Às vezes, quando temos um monte de informações que nos ajudaram a dar sentido ao mundo, tendemos a querer compartilhá-lo, apenas porque nos ajudou. Essas informações, quando não solicitadas e entregues a outra pessoa, por vezes não são bem vistas. De certa forma, é como dizer-lhes alguma coisa sobre eles que é errado o que pode não ser necessariamente verdade. Tente e lembre-se que a informação deve ser solicitada e não prescrita, não importa o quão válida é a sensação de transmitir.

Exercício dois
Gastamos demasiada energia a "matar" os nossos neurónios sobre o que incomoda outras pessoas, e depois gastar muita energia ao trazer "aquela coisa" no caminho certo com essa pessoa? Muito provavelmente, sim, e isso é muito difícil o que leva a muito esforço. Alimento para o pensamento: Quando se concentra no que há de errado com a situação (em relação a uma outra pessoa) isso implica que se está insatisfeito e infeliz. E, naturalmente esta não é, a mensagem que se quer passar. É apenas uma questão que precisa de atenção, mas a forma como ela aparece é muito maior e mais generalizada. Tenta lembrar-te que este problema, não importa o quão importante e real, não é o todo dos teus próprios sentimentos. Quando entregares a informação lembra-te que uma pessoa que te ama não quer ser a causa da tua infelicidade. Não quer sentir uma quantidade desnecessária de dor como resultado da infelicidade que causa. Manter o foco e atenção quando o questionar. 

Exercício três 
Interromper as pessoas ou estar constantemente a pensar em compartilhar uma história enquanto estão a falar? Se fores uma pessoa minimamente social, a resposta é provavelmente sim. Porque, para nos relacionar-mos temos que compartilhar algo em comum, de modo a conhecer um ao outro. Uma coisa que pode acontecer na nossa ânsia de se relacionar, é o que nós retiramos da situação em especifico e com isso, a nossa capacidade de ser sensível / ouvinte. Mesmo quando passamos uma vida inteira a tentar ser bons ouvintes, às vezes esquecemos de passar à prática devido a características humanas como empatia ou ansiedade ou até mesmo um desejo de entreter e dar conforto à pessoa com quem estamos a manter uma conversa. Da próxima vez que tiver uma conversa com uma pessoa e estiver a ter pensamentos diversos, talvez seja melhor parar e ouvir o que eles estão a dizer. Eu acho que ou outros irão se sentir bem e recompensados quando perceberem que estão a ser devidamente escutados. 

Exercício quatro 
Às vezes, quando nós damos muito de nós para fazer coisas boas, até mesmo grandes coisas, chegamos a um nível estúpido de conforto connosco mesmo, e começamos a querer falar sobre isso com os outros. E de facto, isso pode ser uma grande coisa na medida em que nos permite possuir os nossos esforços e as nossas acções e com isso reconhecer a nossa bondade para com nós mesmos. Mas, para este exercício, pense em como se sentiria se fosse fazer coisas que são boas e grandes, apenas e só para conhecimento próprio. Como que se trate de uma declaração de amor a nós mesmos. Talvez decida na próxima vez que fizer algo maravilhoso, manter essa coisa para mim mesmo. Quando uma pessoa é de facto boa e amorosa não precisa de contar a ninguém. É uma verdade que brilha em todos os ângulos da pessoa. Como experiência, manter esse conhecimento para mim mesma, é como se fosse uma prenda de natal. 

Exercício cinco
Ter em consideração por aquilo que não se sabe. Quando chegamos a um lugar de confortabilidade na nossa pele e no nosso mundo, tendemos a perder a capacidade de ver as coisas de um ponto de vista diferente. As coisas fazem sentido, então o que resta saber? Ninguém pode saber ou entender tudo, ninguém é juiz do que é certo para outra pessoa, não conseguimos ler a mente, nem sabemos saber o que o futuro nos diz. Todos os dias, estamos em constante mutação. Confie que, por vezes, os outros conhecem melhor a sua própria vida do que... Ouvir com consciência de que estamos sempre a aprender algo novo. Estar aberto para o facto de que um dia se sentir totalmente diferente sobre algo que se acredita que pode ser corrigido. E isso inclui os pontos de atrito. Deixar o que não sei ou posso não saber, ser um conforto e não o medo, porque isso significa que tudo é possível!

Quando o objectivo é ser honesto connosco mesmo, mesmo quando isso significa admitir que os nossos motivos não são o que nós queremos que eles sejam, percebemos que nossos motivos "secretos" são, na verdade, vem de um bom lugar, e eles são lógicos. Muitas vezes decidimos corrigir os nossos sentimentos, decidindo que talvez eles são impuros ou egoístas ou mesquinhos. Não ser desonesta comigo mesmo, porque no fundo, sou boa. Apenas tenho que ficar em contacto com o que eu sei e o que me dizem, agindo de boa fé.


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