quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Um outono de mudanças...

"Gorda", "gordinho", "acima do peso", "curvas", "grande", "robusto", "gordo", "obesos." Eu a cada ano que passa tenho usado cada um destes adjectivos para me descrever. Convenci-me há muito tempo que se me insultar e criticar o meu peso sem rodeios, irei afastar qualquer tipo de ofensa por parte dos outros. Por eu própria ser o meu pior inimigo, acabei por  fazer todos os que criticam o meu peso parecerem fofinhos.

Reconhecer o meu peso é fácil. Ouvir médicos e familiares a dizerem-me isso regularmente, fez com que eu própria goze comigo. Achei que o meu peso fizesse parte do meu carácter, a minha desculpa, e a minha identidade.

Reconhecer o meu medo é difícil. Perder peso por vezes até pode parecer aterrorizante. Sinto medo de fracassar. Eu tenho medo de fazer exercício e estabelecer metas e nunca os alcançar. Tenho medo de ser má a correr ou de não ser capaz de fazer um sprint. Tenho medo de não nadar tão rápido quanto eu desejaria.

Mais do que tudo, eu tenho medo de ser magra. Tenho medo de que o meu peso prove algo às pessoas. Tenho medo de finalmente ser convidada para um encontro. Tenho medo que as pessoas me digam que estou linda. Tenho medo que as pessoas se tornem mais amigáveis comigo. Tenho medo que tenham orgulho de mim. Tenho medo de que me torne mais bem sucedida, mais valorizada, mais amada.

Este ano, eu descobri uma infinidade de ícones de corpo-positivo. A Meghan Tonjes. A Gabi Gregg que mostra o seu estilo incrível no seu blog. Algumas figuras públicas bonitas e bem-sucedidas, como Mindy Kaling e Lena Dunham que me inspiram a desrespeitar as normas sociais e amar -me como sou.


Motivada por estes ícones, declaro esta temporada como: "O outono do amor-próprio." Esta irá ser a estação para ir para passear num belo dia, simplesmente porque me faz sentir bem. É a altura de ultrapassar todos os meus estúpidos medos. Esta é temporada para vestir uns calções sem me preocupar se tenho ou não celulite. Isto é para fazer com que o meu corpo e minha mente se sintam em perfeito equilibro. Durante este Outono irei aprender a amar o meu corpo com todas as imperfeições e usar  os adjectivos certos para me descrever.



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