quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Séries que assisto #6

The Orphan Black


Criadores:

John FawcettGraeme Manson
Na minha opinião esta uma das séries mais inteligentes actualmente. E que me consegue deixar ansiosa pelo próximo episódio.
Orphan Black, uma produção do Canadá que estreou a 30 de Março 2013 no canal BBC América. Retrata a orfã Sarah Manning (Tatiana Maslany) que assiste à sua vida sofrer uma ruptura peculiar quando vê, uma mulher idêntica a ela. A mulher inesperadamente suicida-se atirando-se na altura em que o comboio passa. Sarah encontra uma chance de conseguir algum dinheiro na tentativa de mudar de vida e conseguir a guarda da filha. Beth Childs, a suicida, é detective de polícia e Sarah resolve passar-se por ela. As coisas começam a complicar quando a proximidade com a vida de Beth leva Sarah a descobrir segredos  perturbadores sobre a sua origem.

Toda a divulgação da série já adiantava o motivo das semelhanças entre Sarah e Beth mas, ainda assim, o episódio piloto é de um suspense constante. Imersa num planeamento extremamente seguro, requisito essencial para lidar com histórias que desafiam a genética ou o tempo, a série envolve uma atmosfera de incertezas e inseguranças, ao colocar os personagens num jogo de pontos cegos que acaba por se reflectir no telespectador. Aos poucos, Sarah vai desvendar uma conspiração que a coloca frente a frente com a personificação do que antes era realismo fantástico: a clonagem.

O adiantamento desse aspecto primordial da série, no entanto, tem sua razão de ser. A grande diferença de Orphan Black não está na temática científica, mas sim no embate constante entre ela e a ética social. E está, também, no trabalho impressionante de Maslany, que faz o impensável, vivendo várias versões da mesma matriz genética, entregando uma interpretação já premiada que consegue, com extrema competência, exteriorizar os conflitos pessoais de quem se descobre como uma prova de contradição à natureza.

No que diz respeito à serie em si, Orphan Black dá aulas de esperteza. Somos constantemente enganados e surpreendidos ao longo da serie. E é uma fórmula perigosa, sobretudo porque esperamos sempre muito e mais e cria uma responsabilidade constante de superação. A aguardar a terceira temporada. 











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