terça-feira, 7 de outubro de 2014

#desabafos1

Achas que és gorda. Mais... achas que se fosses mais magra, provavelmente serias mais feliz, mais realizada e mais… achas que a tua vida seria maravilhosa e com mais sentido. Provavelmente se fosses mais magra irias conseguir aquele gajo ou gaja no qual estás de olho. Irias ser apreciada por todas as pessoas. O trabalho, a escola e a vida seriam mais fáceis, no geral. Tenho a certeza que sabes onde isto te irá levar. É claro que sabes. 

Obviamente estes pensamentos são falsos. Mas também compreendo e sei o quanto difícil  é, abandonar esta fantasia. A parte mais importante deste processo é emocional. Não racional, e, portanto, claro está, não é um processo fácil. Debateres-te constantemente sobre a ingestão de alimentos não é a maneira mais saudável para viver, não só porque se trata de saúde física, mas, também de saúde mental. Que é onde reside a chave para a saúde física. O verdadeiro equilíbrio físico vem do equilíbrio mental e emocional. Sem mencionar que a verdadeira felicidade é visível através de sentimentos bons sobre corpo e alimentação. Não há nada pior do que ser infeliz no seu próprio corpo: odiares a ti mesma ao ponto de acabares por punir o teu corpo que designas como um aparte da tua mente. 

Sentir que se é gordo, pode se tornar algo aterrorizante que está fora de controle. Provavelmente a fonte dos teus sentimentos está convenientemente em algum lugar que não estás olhar.  Pode ser uma questão enganadora que se encobre em algo que não consideras como sendo um vício: a comida. Não temas, isto não tem de ser permanente. Mas deve ser dissipada. E a verdade é que temos de ser nós a dissipá-lo. 

No meu caso, esta obsessão com a comida vem de stress. Uma altura mais stressante ao qual não poderia controlar. Este medo não é mais que falta de controle sobre nós mesmos. Em nenhum lugar, o alimento faz com que a preocupação e o stress se sobreponham sentimentos de falta de controle. Torna-se uma metáfora para esses sentimentos, mas não é realmente a origem desses sentimentos.

A pior parte disto tudo, é que durante o processo o corpo separa-se do "Eu". Isto é, quando o equilíbrio é difícil, porque não se é mais capaz de sentir o que está realmente a acontecer no corpo. Quando o corpo é uma coisa separada, não recebe alimento, quando precisa de alimento, mas, sim quando o cérebro decide que deve tê-lo com base em emoções, comer pode se transformar em algo assustador. Não existe nenhuma lógica. Sentes que não tem controle e que é aterrorizante. Quando comes demais sentes-te extremamente chateada. Quando não comes o suficiente, ficas cheio de fome.

Quando se trata de saúde física real, é lógico que a atitude mental seja mais saudável. É prático e acessível e não tão aterrorizante. Se é para perder peso, toma medidas para esse objectivo. Exercitar mais. Comer melhor e assim entender o que o corpo quer. Ao mudar os hábitos que não são saudáveis, vais ser quem queres ser.

A coisa mais importante é manter-se focado ao corpo em todos os momentos. Muitas vezes, quando estamos stressados ​​ou com sentimentos de ansiedade temos a tendência de "coisas": um cigarro, uma bebida, ou alimento. Distrairmos-nos das coisas que nos aborrecem. É a maneira que nós temos de não ligar aos nossos sentimentos, incluindo ou não se estamos cheios.

A vida é muito curta para passar os dias a bater em nós mesmos ou a odiar-nos. E não é necessário ser a mais bonita ou a mais magra ou mais saudável. Tudo o que o faz roubar-lhe a vida. Todos temos o dever de ser felizes. A felicidade que cada um de nós merecemos. Ser gentil connosco mesmo. Nutrir e cuidar de nós mesmos. Proteger e cobiçar a nós mesmos.

Este é o único corpo que tenho. Logo, a partir de agora, irei ser boa para ele!





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