sexta-feira, 10 de outubro de 2014

As redes sociais


As redes sociais podem ser muito estranhas e por vezes até causam um certo incómodo. E tem sido sempre assim. Lembram-se do Myspace ou do Hi5 e como eles arruinaram as nossas vidas por uns quatro anos? Constantemente a ter que editar o nosso perfil. Ou substituir os nossos amigos por membros de bandas que engraçávamos na altura. Ou será que isto foi só comigo? E sim, eu gostei de Panic! At the Disco, no colégio.
Ou ainda sobre como escrever no mural das pessoas? Acho que no Myspace havia apenas a "secção de comentários." Era quase uma regra tácita ter de deixar uma nota encorajadora, pelo menos, três vezes por semana. Algo como, "mal posso esperar por sair este fim-de-semana", ou uma “private joke”, em que apenas dois do grupo conseguiam entender. No colégio, era bastante comum ter amigos virtuais. Simplesmente porque: a) provavelmente não conhecia muitas pessoas. b) as redes sociais eram uma coisa relativamente nova e não sabia como tratá-la. Eu tinha amigos na minha página do Myspace que eu nunca tinha encontrado antes, que é uma enorme vergonha para mim agora. Mas quando eu tinha 15 anos? Eu queria ser amiga de todos na Internet.

Há medida que vamos envelhecendo, tornamo-nos mais seletivos sobre quem adicionamos online. Talvez seja porque o Facebook não é apenas o Myspace. Ou talvez devido a programas como o Catfish da Mtv, ou todas aquelas histórias de horror sobre assassinar pessoas depois de seduzi-las em salas de chat, posteriormente, acaba por nos deixar um pouco nervosinhos. Já não somos tão descontraídos com estranhos que nos pedem amizade online. O Facebook também abrange as nossas vidas de maneiras incrivelmente pessoais. Quer dizer, os nossos perfis são "timelines", e se eu queria saber quando alguém começou a trabalhar, ou a namorar, tudo o que tenho a fazer é andar com o rato no tal perfil. Isso é um tipo de poder insano.

Na verdade, o Facebook tornou-se tão difícil, que, aparentemente, existe um mercado para um "anti-Facebook". Ello é o mais novo monstro das redes sociais, e eu acho que é exclusivo, porque eu pedi um convite e ainda não me responderam de volta. Já se passou quase uma semana e admito que me sinto um pouco desanimada com a situação, mas o que se pode fazer? Já ganhas-te, Ello. Já ganhas-te!



O facebook tornou-se tão stressante, que às vezes eu nem sei o que fazer com ele. O estranho "quando devo acrescentar que" é como a nova regra de três dias. Quando é aceitável para adicionar novos amigos? Posso adicionar um antigo professor? Que tal um rapaz por quem sinto uma queda? Ou isso é muito simples e directo? Existe algum problema em gostar três fotos num só perfil, ou vai parecer muito desesperado? Se alguém não responde ao meu pedido de amizade, isso significa que me odeiam? Devo colocar todas as minhas fotos privadas? O mais importante é que continuo no Facebook certo? Ao que parece o Instagram está cada vez mais a ser o “músculo” das redes sociais, por isso é totalmente desnecessário eu compartilhar a minha nova manicura no meu mural do Facebook? Ou o Facebook não é o lugar certo para as minhas aventuras com as unhas de gel? Como vocês se sentem sobre as actualizações de status, de verdade? Para mim, eu raramente vejo alguém a elaborar frases sobre os seus sentimentos ou o seu dia. Esse aspecto parece ser dedicado ao Twitter, apenas. Sendo assim a quê que o Facebook se resume? O Facebook é apenas uma velha casa cheia de coisas velhas as quais não conseguimos deixar para trás?

Obviamente, não há respostas certas. O Facebook é apenas mais uma viagem estranha, devemos fazer a nossa própria. Sintam-se livres para me enviar um convite no Ello, no entanto.




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